Flávio Castro
Defesa Civil prossegue com vistorias técnicas individuais nas áreas atingidas pelo temporal de 12 de janeiro
Dando continuidade ao trabalho iniciado na última semana de janeiro, equipes técnicas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil estão retornando aos bairros da zona urbana afetados pelo temporal de 12 de janeiro para avaliações técnicas individuais dos imóveis. O serviço é acompanhado por profissionais do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) e do DRM (Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro). Já foram visitados os bairros Granja Florestal, Salaco, Caleme, Espanhol e Loteamento Féo. Desde a última sexta-feira, 4, as avaliações são realizadas na Posse e em Campo Grande. Depois de cobrir todas as localidades da zona urbana, as equipes da Defesa Civil realizarão o trabalho na zona rural. A previsão é que em 15 dias as vistorias sejam concluídas, na cidade e no interior. Nesses locais, os técnicos – entre engenheiros, geólogos, geógrafos e agentes de defesa civil – avaliam as condições dos imóveis interditados preventivamente logo após o temporal. Depois, elaboram relatórios apontando se eles podem voltar a ser ocupados após a realização de obras de contenção ou se há necessidade de demolição. Até a primeira semana de fevereiro, 550 residências haviam sido interditadas no município. Esses imóveis foram cadastrados e as concessionárias que atuam no município foram comunicadas por ofício para que não restabeleçam o abastecimento de energia elétrica e de água. O objetivo é garantir a segurança dos moradores, evitando que eles retornem para esses locais. Essa medida cumpre um termo de ajustamento de conduta firmado entre a Prefeitura de Teresópolis e o Ministério Público Estadual. O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, Flávio Castro, alerta: só foram interditadas as casas que apresentam algum risco. Por isso, os moradores devem desocupar os imóveis preventivamente. “Se teve um geólogo, um engenheiro ou um agente de defesa civil no local e disse que a residência é de risco, é melhor acreditar e, por precaução, se ausentar da casa. O morador deve aguardar o laudo ficar pronto para avaliar o que pode ser feito. Com isso evitamos que haja novas vítimas num próximo temporal”, orienta. Desde 2009, primeiro ano de governo do Prefeito Jorge Mario, cerca de 200 famílias, totalizando aproximadamente mil pessoas, foram retiradas de áreas de risco em Teresópolis, sendo atendidas pelo programa de aluguel social da Prefeitura. As casas foram demolidas e as áreas reflorestadas, para evitar novas ocupações. Com o objetivo de impedir o retorno dos moradores às áreas condenadas, as famílias assinaram termo de compromisso garantindo que não voltariam aos locais. Em 2010, a Defesa Civil interditou 177 casas e 126 famílias foram incluídas no aluguel social.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Teresópolis

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