Guillermo Fariñas
Dissidente cubano recebe prêmio de direitos humanos da UE
O Parlamento da União Europeia anunciou nesta quinta-feira o dissidente cubano Guillermo Fariñas como o vencedor do prêmio de direitos humanos Sakharov, dado a "indivíduos excepcionais que combatem a intolerância, o fanatismo e a opressão". Psicólogo e jornalista independente, Fariñas, 48, ganhou notoriedade internacional com uma greve de fome de quatro meses encerrada em julho, quando o governo cubano decidiu libertar 52 prisioneiros políticos. O dissidente, que ficou preso por 11 anos, já havia feito outros 22 jejuns para protestar contra o regime castrista. O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, disse que espera "entregar o prêmio pessoalmente a Fariñas aqui em Estrasburgo (cidade da França, sede do Parlamento) em dezembro, o que seria um grande momento para todos os presos de consciência de Cuba". O anúncio do prêmio ocorre poucos dias antes de os chanceleres europeus se reunirem para discutir as relações entre União Europeia e o governo cubano. A chamada Posição Comum, adotada pelo bloco europeu em 1996, condiciona a aproximação com Havana a avanços em direitos humanos na ilha. Em decorrência da libertação dos 52 prisioneiros, alguns governos, como o espanhol, advogam pela normalização dos laços com Cuba, mas a centro-direita europeia se opõe. Outros finalistas desta edição do prêmio Sakharov foram a ONG israelense Breaking the Silence, que expõe o que considera injustiças na ocupação de territórios palestinos, e a política etíope Birtukan Midesksa, que luta pela democracia em seu país. É a terceira vez que a dissidência cubana recebe o Sakharov, um prêmio de 50 mil euros (cerca de R$ 116 mil). BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Estadão.

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