terça-feira, 19 de outubro de 2010


Carlos Lupi

Recorde de empregos esperado para setembro não se concretiza

A previsão feita pelo ministro do trabalho, Carlos Lupi, de que o número de empregos gerados no mês de setembro seria o maior para o período na história, não se concretizou. Dados do Cadastro Geral de Empregrados e Desempregados (Caged), mostram que em setembro de 2010 foram gerados 246.875 empregos formais. Número menor do que o de empregos gerados no mesmo mês nos anos de 2007 e 2009.  De acordo com o ministro, a queda na geração de empregos no mês de setembro é um efeito sazonal causado pelas demissões na área agrícola em Minas Gerais, São Paulo e Goiás. As maiores quedas foram no cultivo de café e frutas cítricas e em atividades de serviço ligadas à agricultura. No entanto, se forem considerados os números da geração de empregos de janeiro a setembro, em 2010 o Brasil alcançou o maior número de contratações na série histórica para o período, com 2,2 milhões de empregos gerados. Duas vezes mais do que os empregos gerados no mesmo período de 2003, por exemplo, com menos de 900 mil postos de trabalho criados. A expectativa é de que até dezembro, o Brasil alcance a marca de 2,5 milhões de empregos gerados. Número possível de ser alcançado, na visão do ministro. “Com absoluta segurança vamos alcançar os 2,5 milhões (de empregos)”, previu Lupi. “Os meses de outubro e novembro serão muito fortes, possivelmente recordes”, completou. Essa perspectiva de aumento nos empregos se deve às compras de final de ano. O destaque em geração de empregos no país ficou por conta de Rondônia, com ganho real de 60% no salário de admissão, levando em consideração o aumento desses salários no período de 2003 a 2010. O aumento foi duas vezes maior do que no restante do País e se deve ao aquecimento da economia em decorrência da construção do complexo hidrelétrico do Rio Madeira.  De janeiro a setembro deste ano, o número de trabalhadores contratados com carteira assinada foi de 152 mil no Amazonas, 121 mil em Rondônia, 21 mil no Acre, 17 mil no Amapá e 13 mil em Roraima.  Roraima apresentou o maior saldo para toda a série histórica do Caged, com o aumento de 600 postos apenas no mês de setembro.  Devido a efeitos sazonais, a indústria da borracha registrou uma leve redução de 0,01% nos postos de trabalho no mês se setembro, o equivalente a redução de 23 postos de trabalho. Carlos Lupi admitiu que o salário mínimo não atende às necessidades dos brasileiros, mas disse que as medidas para o aumento do salário devem ser tomadas com “bom senso e equilíbrio”. E aproveitou para dizer que independente de promessas feitas por candidatos, o salário mínimo é decidido “pela força da lei”. “As pessoas não podem prometer o que não podem cumprir”, afirmou. A previsão do ministro é que o salário mínimo para o ano de 2011, que segundo ele ainda será definido pelo presidente Lula, seja de R$ 338 e que no ano de 2012 atinja o valor de R$ 606.

Fonte: Portal Amazonia - Raio Gomes - De Brasília

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